quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

25/11

Mais um dia em que tivemos que buscar outro espaço de trabalho. Encontramos a sala de artes da EMEF mas, porque teríamos que dividí-la com outra turma grande que trabalharia corporalmente também, optamos por trabalhar no corredor em frente a esta sala.

A aula foi bastante movimentada e o corpo e a sensibilização foram o nosso foco. Começamos por afastar a preguiça que rondava os corpinhos e acordamos o nosso corpo de dentro pra fora. Percutimos nossos ossos com pequenos bastões de madeira e brincamos de escorregá-lo das curvas e retas do nosso corpo. Depois sentimos as nossas partes moles com as bolinhas de tênis e relaxamos sobre elas. Aprendemos a deixar o peso do corpo encontrar o chão. Fizemos massagens um nos outros pra sentir a nossa pele. E quando terminamos essa longa exploração estávamos prontos para dançar.

Fizemos danças da expansão e do recolhimento. Tentávamos tocar as paredes, o teto e depois quase entrar dentro do nosso próprio corpo, virar uma bolinha. Tudo em movimento, e então virava dança.

Depois do lanche dançamos um pouco com objetos: trabalhamos a leveza do papel de seda em danças individuais e coletivas e também a precisão de se trabalhar com um bolinha presa ao corpo numa parte qualquer.

As danças que surgiram foram ótimas e o mais interessante foi perceber ao longo de uma aula a qualidade do movimento se acentuar e revelar a dança de cada um.

Em depoimento final as crianças afirmaram que se sentiram dançando desde o começo da aula e que todas essas atividades eram atividades de dança porque diziam respeito ao cuidado e conhecimento do corpo, a relação dele e do espaço e ao movimento.

18/11

Hoje fomos para sala de vídeo da EMEF pois nosso espaço está sendo cada vez mais tomado pelos cheiros, barulhos e poeira da reforma da quadra de esportes. A atividade de hoje partiu do corpo e do movimento. Começamos dançando com objetos. O primeiro foi uma bolinha de tênis. Cada criança tinha a sua à diposição para realizar uma dança sem deixá-la cair. Importante: podia segurar a bolinha do jeito que quisesse, menos com AS MÃOS. Surgiram danças ótimas e logo depois as crianças dançaram as mesmas danças da bolinha sem a bolinha. Outros objetos se seguiram: papel de seda bem levinho, um barbante. No final as crianças puderam compor uma dança com diferentes qualidades de movimento sugeridas pelos diversos materiais. Elas adoraram e não conseguiam parar de dançar. Dançamos até a hora do lanche. Um dos motivos para o entusiasmo é que hoje foi um dos únicos dias em que conseguimos dançar com som. Normalemente nosso espaço sempre tão barulhento, não nos permite escutar música dentro da sala. Já essa sala da EMEF era bem tranquila, não escutávamos muito barulho de fora e nem incomodamos muito quem estava na outra sala.

Após o lanche fizemos algumas experiências com a fotografia, seguindo o conceito do retrato e auto-retrato que desenvolvemos há alguns encontros. A proposta era que em duplas eles realizassem retratos um do outro em que o corpo não tivesse mais a sua forma normal: cabeça em cima, tronco no meio e membros na extremidade. Como fazer a cabeça ficar no lugar do tronco na foto? Poderia ser uma posição corporal estranha ou o ponto de vista de onde elas tirariam a foto. Foi divertido mas achamos que precisamos de mais um dia de trabalho sobre esta proposta. O desejo pelo retrato convencional, de poses e sorrisos, ainda prevaleceu neste momento e apenas timidos retratos criativos surgiram.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

11/11 - nossas danças!

Com o bum bum?




Dançando com joelho, barriga, coluna e mãos...




Michele e a dança da cabeça!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

11/11

O objetivo da aula de hoje era chegarmos novamente ao auto-retrato porém desta vez iríamos usar espelhos pequenos, onde só poderíamos enxergar parte a parte do corpo e nunca ele inteiro.

Para isso, antes fizemos uma série de danças que aguçaram nossa percepção sobre as partes que compõe o corpo e o inteiro. Fizemos danças muito rápidas e muito lentas pelo espaço. Fizemos uma dança da queda, quando deveríamos realizar uma dança para o espaço entre estar em pé e estar no chão.


Também exploramos esta dança em diversas dinâmicas. Por último exploramos as danças que partiam de uma só parte do corpo, impulsionando o movimento pelo espaço. As crianças adoraram este momento de criação, uma vez que elas poderiam escolher de onde nasceria a sua dança: do cotovelo, da cabeça, dos pés etc. Ao final elas propuseram que fossem feitas danças com partes concomitantes ou com todo o corpo e as danças que surgiram foram ótimas!

Após toda esta preparação para o olhar voltar ao nosso corpo a atividade se voltou à observação.

Cada uma com seu espelhinho escolheu de onde partiria o seu auto-retrato: dos olhos? da boca? da mão? Cada uma fez sua escolha e o resultado foi muito bom: retratos extremamente diferentes entre si, todos com linhas e cores que diziam respeito à imagem a ao corpo observado.

04/11

Hoje foi um dia um pouco atípico dentre outros que já tiveram suas dificuldades nas últimas semanas. Estávamos em 3 educadores, Erik, Natalia e Renata e juntamos 2 turminhas que já vinham trabalhando juntas há um tempo. A dificuldade de hoje foi o espaço. As crianças começaram a atividade em uma sala e por dificuldade de lidarmos com o barulho proveniente da quadra de esportes em reforma decidimos mudar de espaço. Conseguimos "agendar" às pressas o redondo, mas mesmo assim as crianças já estavam suficientemente dispersas para terem um bom aproveitamento da atividade proposta.
Com o material de desenho em mãos, nos pediram para posarmos! Pretendíamos fazer uns jogos com desenho, para trazer nossos gostos e hábitos para o grupo mas topamos rapidamente a proposta deles! Saíram desenhos muito bons, pudemos perceber que a observação deles está muito mais cuidadosa... No segundo momento, de trabalharmos todos juntos, é que a dispersão ganhou força!


Após o lanche e já no redondo Renata propôs atividades corporais de concentração e as crianças adoraram.

Terminamos o encontro conversando sobre a importância da concentração, o que era estar concentrado e em que momentos ela era necessária. Percebemos que até quando brincamos precisamos de concentração senão a brincadeira não acontece.

domingo, 1 de novembro de 2009

28/10

Hoje mais uma vez estávamos quase sem nossa turminha. Há algumas semanas temos unido as turmas de 6 a 8 e de 9 a 11 por falta de crianças. Hoje não foi diferente mas mesmo assim a educadora Renata resolveu ligar para casa de todas as crianças desta turma que andam faltando pra saber o que acontece e pedir que definam sua participação no projeto. Avaliamos que as famílias por problemas pessoais e de logística encontram cada vez mais dificuldades para trazer as crianças para o CEU.

Mesmo com toda dificuldade a aula aconteceu e foi muito legal, cheia de novidades. Foi uma aventura no mundo dos espelhos. Começamos nos preparando e aquecendo e dentre algumas brincadeiras, brincamos de dançar em grupos e duplas fazendo uma "dança dos espelhos". Inicialmente, deveriam imitar exatamente a dança do colega tal qual a percebiam. Depois, de maneira mais livre, mudando as duplas no meio da música e então em grupos. Não foi nada fácil mas os resultados e a diversão foram bastante bons!





Queríamos preparar os corpos para a observação do outro e de si, até uma internalização, mesmo que iniciando de forma descontraída.
Tivemos uma conversa bastante interessante sobre o exercício, onde surgiu, por exemplo: "Ser o espelho é mais difícil porque nossos corpos são diferentes!" ou perceberam que "descobrem" novos movimentos observando o outro, discutimos que outros espaços existem vida deles que possam dançar, etc.

Depois do lanche foi a hora de nos vermos em espelhos reais. Acreditem ou não fomos em busca de um lugar onde houvessem espelhos, grandes de preferência, e adivinhem? Nossa experiência foi parar no banheiro! Todos pra dentro do banheiro cada qual em cima de sua cadeira, com seu papel e lápis na mão se observavam no espelho e buscavam realizar o seu auto-retrato, conceito há semanas que vem sendo trabalhado, mas nunca chegamos em frente ao espelho, esta foi a primeira vez.



































Pra algumas crianças não era nada fácil se observar ou se perceber de fato. Para outras, difícil era conseguir escolher por onde começar a desenhar. Dentre todas as dificuldades e novidades todos conseguiram terminar seus auto-retratos e conseguimos reconhecê-los em cada resultado.

domingo, 25 de outubro de 2009

21/10

Estávamos em 3 professores (Natália-visuais, Renata-dança e Erik-teatro) e 7 alunos. Iniciamos a aula aproveitando a tapete colorido, ainda na sala...
Fizemos um aquecimento utilizando a idéia das cores e partes do corpo, desta vez caminhando para trabalharem mais em grupos, uma necessidade que sentimos nessa turma na semana passada.
Após este primeiro momento, criamos também uma situação de apresentação das danças uns para os outros onde um dançava, um fotografava e os outros tocavam diferentes instrumentos, que determinavam a altura dos planos para o dançarino. Foi muito interessante vê-los fotografar! Pedi que pensassem nas partes do corpo e nas alturas também no momento dos registros e todos ficaram completamente imersos...
Na volta do lanche, ainda sobre o tapete colorido, conduzimos a proposta para que pensassem no percurso que faziam, trazendo de volta a linha como elemento principal. Escolheram uma cor e só se movimentavam por ela, depois uma seqüência a ser repetida e a então foram sendo criados critérios para as cores na seqüência.... foi bem divertido, gostam muito deste jogo.
A partir desta idéia do percurso, formamos duplas onde um começaria desenhando e o outro registrando (depois inverteram). A idéia é que quem dança e quem registra pense nas qualidades das linhas que estão produzindo: peso, velocidade, ritmo, repetição, fluidez, espessura, força, etc e ambos vão aos poucos descobrindo as formas de representá-las (com o corpo ou o pastel). Fluiu muito bem, a conversa foi interessante, buscaram as correspondências entre o movimento e a linha.
O registro foi feito em um único papel, todos juntos e no final, depois de discutir as linhas individualmente como percursos e registros, decidimos como continuaríamos o desenho e o finalizamos em grupo.

domingo, 18 de outubro de 2009

14/10

Hoje recebemos 2 alunas novas, e tivemos um total de 14 alunos!

Pudemos experimentar uma aula cheia de cores e danças. Fizemos um percurso de descoberta das diferentes partes do corpo e a coordenação de seus movimentos dentro de um divertido e desafiante jogo do tapete colorido. Este tapete foi feito por pequenos pedaços de papéis coloridos colados ao chão.

Tínhamos uma sala inteira coberta pelas cores. O objetivo do jogo era colar a parte do corpo indicada pelas educadoras à cor mencionada. A partes coladas ao chão se somavam de forma que cedo ou tarde nossos corpos estavam completamente enrolados, torcidos, travados. Foi divertido. Todo este jogo foi feito ao som de ritmos do tambor o que o tornou mais desafiador, pois havia um ritmo a seguir.

Este jogo se desenvolveu e em determinado momento imaginamos as cores preenchendo todo o espaço da sala e não somente o chão e pudemos dançar com as cores imaginárias que flutuavam pelo espaço. Esta imaginação tornou nossa dança muito mais bonita e interessante de se fazer e de se assistir.

Num segundo momento, já estendidos ao chão e cansados de dançar, relembramos que partes haviam sido tocadas nas cores durante as danças realizadas e pudemos visualizar as cores que teriam colado ao nosso corpo se as cores do chão e da imaginação fossem feitas de tinta.

Esse exercício da memória foi necessário pois logo após construiríamos nossos corpos dançantes coloridos pelas cores da memória, mas agora com giz pastel.
























































O resultado desta produção individual foi muito bom e para finalizar decidimos recortar cada corpo desenhado e compor um grande painel,




















o que nos inspirou para a criação de uma dança final em grupos.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

07/10

Infelizmente, chuva! Precisamos chegar nos pais...
5 alunos no total, sendo da nossa turma somente a Emily.
Foi também uma semana atípica pois o beck estava sendo preparado para uma festa, organizada pelo pessoal do “São Paulo é uma escola” para a qual fomos convidados. Todos os vidros do 2o andar foram cobertos de papel, e ficamos de olho na papelada!
Considerando todas as questões, optamos por não fazer a aula planejada mas, para não fugir tanto do planejamento, fechamos na idéia do corpo e forma.

Iniciamos com um aquecimento, tocando nossos corpos percebendo as formas e seguimos com jogos de dança, pensando em torções no corpo. Variando tempo, ritmo, duplas, todos juntos... experimentando muito nossos corpos e suas possibilidades. Nesses jogos, trabalhamos as pausas e pretendíamos chegar às formas, ao contorno do corpo.




Criamos então uma espécie de circuito onde 1 criança tocava, 2 dançavam e nas pausas, voltavam sempre à mesma posição pois outras 2 crianças estavam registrando a forma deste corpo transformado pelo movimento, fazendo recorte ou desenhando com giz.
















Paramos para o lanche e voltamos agora para reconstruir nossos corpos, a partir da experiência com o movimento. Cada um escolheu uma posição, deitou-se sobre o papel e foi contornado. Fizeram em duplas, já pensando que nossos corpos iriam para a “balada”.... usamos os corpos para ocupar o 2o. andar, colando sobre os papéis ali colocados.


domingo, 4 de outubro de 2009

30/09

Juntamos novamente as turmas e tivemos 11 crianças! as nossas 5 meninas fiéis e mais 6 da turma do Erik.

Iniciamos com um rápido aquecimento em roda, onde um ia para o centro e os demais transmitiam o calor de suas mãos, todos juntos, da cabeça aos pés! Bem gostoso...
Depois, iniciamos um jogo de estátua, onde ao andarem pensávamos nas linhas e formas e quando parassem, em duplas, trios ou quartetos, tinham que estar na mesma pose.
Caminhávamos para o contato com o outro, a observação...
Propopusemos então um jogo de manipulação do corpo do outro, mas em movimento. Em duplas, um impulsionava e o outro continuava o movimento, realizando a seguir a dança destes movimentos sozinho. Foi bastante divertido...
Pertimos para uma proposta de "espelho" em duplas, variando os "mestres"

...e aí cada dupla apresentou a sua.

Voltando para o grupo, outro jogo de dança, agora de siga o mestre com um movimento se repetindo, entrando um a um e depois saindo o primeiro, para todos serem os mestres.



Se concentraram bastante e acho que puderam perceber algumas sutilezas nos movimentos, como um passo pode ser dado de diferentes formas, por exemplo...
Estava frio, nos aquecemos para o lanche e voltamos para o desenho. Desenho de observação do outro. Optamos pelo lápis e giz, e não a tinta neste encontro, para priorizar a observação e a forma.

Sabíamos que não se tratava de um exercício fácil... para alguns é mais difícil olhar para o outro, "encarar", e riem muito, enquanto para outros a dificuldade está na represetação. Mas foi ótimo! Ficou um clima bom, todos concentrados...

Desenhista e seu modelo:


























...e todos satisfeitos com os resultados! Já foram para o desenho com alguma sintonia com suas duplas o que certamente ajudou muito...