Hoje fomos para sala de vídeo da EMEF pois nosso espaço está sendo cada vez mais tomado pelos cheiros, barulhos e poeira da reforma da quadra de esportes. A atividade de hoje partiu do corpo e do movimento. Começamos dançando com objetos. O primeiro foi uma bolinha de tênis. Cada criança tinha a sua à diposição para realizar uma dança sem deixá-la cair. Importante: podia segurar a bolinha do jeito que quisesse, menos com AS MÃOS. Surgiram danças ótimas e logo depois as crianças dançaram as mesmas danças da bolinha sem a bolinha. Outros objetos se seguiram: papel de seda bem levinho, um barbante. No final as crianças puderam compor uma dança com diferentes qualidades de movimento sugeridas pelos diversos materiais. Elas adoraram e não conseguiam parar de dançar. Dançamos até a hora do lanche. Um dos motivos para o entusiasmo é que hoje foi um dos únicos dias em que conseguimos dançar com som. Normalemente nosso espaço sempre tão barulhento, não nos permite escutar música dentro da sala. Já essa sala da EMEF era bem tranquila, não escutávamos muito barulho de fora e nem incomodamos muito quem estava na outra sala.
Após o lanche fizemos algumas experiências com a fotografia, seguindo o conceito do retrato e auto-retrato que desenvolvemos há alguns encontros. A proposta era que em duplas eles realizassem retratos um do outro em que o corpo não tivesse mais a sua forma normal: cabeça em cima, tronco no meio e membros na extremidade. Como fazer a cabeça ficar no lugar do tronco na foto? Poderia ser uma posição corporal estranha ou o ponto de vista de onde elas tirariam a foto. Foi divertido mas achamos que precisamos de mais um dia de trabalho sobre esta proposta. O desejo pelo retrato convencional, de poses e sorrisos, ainda prevaleceu neste momento e apenas timidos retratos criativos surgiram.
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