Mais um dia em que tivemos que buscar outro espaço de trabalho. Encontramos a sala de artes da EMEF mas, porque teríamos que dividí-la com outra turma grande que trabalharia corporalmente também, optamos por trabalhar no corredor em frente a esta sala.
A aula foi bastante movimentada e o corpo e a sensibilização foram o nosso foco. Começamos por afastar a preguiça que rondava os corpinhos e acordamos o nosso corpo de dentro pra fora. Percutimos nossos ossos com pequenos bastões de madeira e brincamos de escorregá-lo das curvas e retas do nosso corpo. Depois sentimos as nossas partes moles com as bolinhas de tênis e relaxamos sobre elas. Aprendemos a deixar o peso do corpo encontrar o chão. Fizemos massagens um nos outros pra sentir a nossa pele. E quando terminamos essa longa exploração estávamos prontos para dançar.
Fizemos danças da expansão e do recolhimento. Tentávamos tocar as paredes, o teto e depois quase entrar dentro do nosso próprio corpo, virar uma bolinha. Tudo em movimento, e então virava dança.
Depois do lanche dançamos um pouco com objetos: trabalhamos a leveza do papel de seda em danças individuais e coletivas e também a precisão de se trabalhar com um bolinha presa ao corpo numa parte qualquer.
As danças que surgiram foram ótimas e o mais interessante foi perceber ao longo de uma aula a qualidade do movimento se acentuar e revelar a dança de cada um.
Em depoimento final as crianças afirmaram que se sentiram dançando desde o começo da aula e que todas essas atividades eram atividades de dança porque diziam respeito ao cuidado e conhecimento do corpo, a relação dele e do espaço e ao movimento.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
18/11
Hoje fomos para sala de vídeo da EMEF pois nosso espaço está sendo cada vez mais tomado pelos cheiros, barulhos e poeira da reforma da quadra de esportes. A atividade de hoje partiu do corpo e do movimento. Começamos dançando com objetos. O primeiro foi uma bolinha de tênis. Cada criança tinha a sua à diposição para realizar uma dança sem deixá-la cair. Importante: podia segurar a bolinha do jeito que quisesse, menos com AS MÃOS. Surgiram danças ótimas e logo depois as crianças dançaram as mesmas danças da bolinha sem a bolinha. Outros objetos se seguiram: papel de seda bem levinho, um barbante. No final as crianças puderam compor uma dança com diferentes qualidades de movimento sugeridas pelos diversos materiais. Elas adoraram e não conseguiam parar de dançar. Dançamos até a hora do lanche. Um dos motivos para o entusiasmo é que hoje foi um dos únicos dias em que conseguimos dançar com som. Normalemente nosso espaço sempre tão barulhento, não nos permite escutar música dentro da sala. Já essa sala da EMEF era bem tranquila, não escutávamos muito barulho de fora e nem incomodamos muito quem estava na outra sala.
Após o lanche fizemos algumas experiências com a fotografia, seguindo o conceito do retrato e auto-retrato que desenvolvemos há alguns encontros. A proposta era que em duplas eles realizassem retratos um do outro em que o corpo não tivesse mais a sua forma normal: cabeça em cima, tronco no meio e membros na extremidade. Como fazer a cabeça ficar no lugar do tronco na foto? Poderia ser uma posição corporal estranha ou o ponto de vista de onde elas tirariam a foto. Foi divertido mas achamos que precisamos de mais um dia de trabalho sobre esta proposta. O desejo pelo retrato convencional, de poses e sorrisos, ainda prevaleceu neste momento e apenas timidos retratos criativos surgiram.
Após o lanche fizemos algumas experiências com a fotografia, seguindo o conceito do retrato e auto-retrato que desenvolvemos há alguns encontros. A proposta era que em duplas eles realizassem retratos um do outro em que o corpo não tivesse mais a sua forma normal: cabeça em cima, tronco no meio e membros na extremidade. Como fazer a cabeça ficar no lugar do tronco na foto? Poderia ser uma posição corporal estranha ou o ponto de vista de onde elas tirariam a foto. Foi divertido mas achamos que precisamos de mais um dia de trabalho sobre esta proposta. O desejo pelo retrato convencional, de poses e sorrisos, ainda prevaleceu neste momento e apenas timidos retratos criativos surgiram.
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